Não dá para estimar a arrecadação anual olhando apenas o número de habitantes. Duas cidades do mesmo porte podem ter quantidades de vagas, tarifas, horários e taxas de ocupação completamente diferentes.
Publicar uma “média” sem identificar a base seria fabricar precisão onde ela não existe.
Quais dados realmente importam
Uma análise precisa considerar, no mínimo:
- número de vagas efetivamente operadas;
- tarifa e duração de cada ativação;
- dias e horários de cobrança;
- ocupação e rotatividade por área;
- gratuidades, isenções e tolerâncias;
- inadimplência e regularizações;
- expansão ou interrupção da operação.
Mesmo com esses dados, é preciso definir qual número está sendo comparado.
Três valores que não devem ser confundidos
- Arrecadação bruta: tudo o que os usuários pagaram.
- Receita ou repasse municipal: parcela que pertence ao município conforme o contrato.
- Resultado da operadora: receita menos custos, tributos, investimentos e obrigações.
Dizer que uma cidade “arrecadou” determinado valor sem indicar qual desses conceitos foi usado produz uma comparação enganosa.
Onde encontrar o número oficial
Consulte o portal da transparência, o contrato, os relatórios de fiscalização e os dados de execução orçamentária do município. Quando a operação é concedida, procure também demonstrativos de arrecadação e repasse previstos no edital.
O dado confiável precisa trazer período, fonte, conceito e abrangência. Sem isso, o tamanho da população não resolve a pergunta.