Os sensores identificam uma vaga livre detectando a presença ou ausência de um veículo metálico sobre ela e enviando esse estado, em tempo real, para a nuvem — que repassa a informação ao aplicativo do motorista. É como ter um "interruptor" em cada vaga: ligou (ocupada), desligou (livre). A diferença para a fiscalização antiga é que ninguém precisa passar olhando vaga por vaga; a própria vaga avisa.
Como o sensor "sente" o carro
A tecnologia mais comum usa o efeito do veículo sobre o campo magnético da Terra. Um carro é uma grande massa de metal: quando estaciona sobre o sensor, ele distorce o campo magnético local, e o dispositivo interpreta essa variação como "ocupado". Quando o veículo sai, o campo volta ao normal e o estado muda para "livre". Há também sensores que combinam essa medição com detecção de movimento ou radar de curto alcance, aumentando a precisão e reduzindo falsos positivos (como uma moto leve ou um objeto metálico passageiro).
Onde fica o sensor
- No solo: embutido no asfalto ou fixado na superfície da vaga, alimentado por bateria de longa duração.
- Suspenso/lateral: em postes ou paredes, mirando a vaga, comum em áreas onde não se quer abrir o piso.
- Por câmera: uma única câmera pode monitorar várias vagas por visão computacional, identificando quais estão ocupadas na imagem.
Como a informação chega até você
Detectar a mudança é só o começo. O sensor precisa comunicar esse estado:
- O dispositivo registra a transição (livre ↔ ocupada).
- Envia o sinal por rede sem fio de longo alcance e baixo consumo, própria para milhares de sensores espalhados pela cidade.
- A nuvem atualiza o mapa de ocupação.
- O aplicativo mostra a vaga disponível — em cidades atendidas pela Areatec, isso aparece no Digipare, ajudando o motorista a ir direto a uma área com vaga.
Por que isso importa para a cidade
Saber em tempo real quais vagas estão livres reduz o tempo que os motoristas passam circulando à procura de lugar — um dos maiores geradores de congestionamento e poluição nos centros. Os mesmos dados alimentam o motor de inteligência da Areatec, o Aretron, que analisa padrões de ocupação para apoiar decisões de mobilidade, como ajustar áreas de cobrança e entender horários de maior demanda.
Resumo da detecção
| Método | Como detecta | Característica |
|---|---|---|
| Magnético de solo | Distorção do campo magnético pelo metal | Baixo consumo, instalação na vaga |
| Radar/movimento | Reflexão de ondas / mudança na cena | Bom contra falsos positivos |
| Câmera + visão computacional | Análise da imagem da vaga | Uma câmera cobre várias vagas |
No fim, a "mágica" é simples: a vaga deixou de ser passiva e passou a informar seu próprio estado, em segundos, para quem está procurando lugar para estacionar.