Sim. Uma cidade pode interromper a Zona Azul, trocar o modelo ou ficar um período sem operação. Isso não prova, por si só, que a rotatividade deixou de ser necessária. Muitas vezes o problema está no contrato, na licitação ou na forma de execução.
O que costuma levar a uma interrupção
- encerramento ou rescisão do contrato;
- atraso em uma nova licitação;
- decisão judicial ou de órgão de controle;
- descumprimento de obrigações pela operadora;
- falhas de implantação, atendimento ou fiscalização;
- mudança da política municipal para aquela área.
A prefeitura também pode reduzir, ampliar ou redesenhar os trechos após estudar trânsito, comércio, transporte coletivo e uso do espaço público.
“Voltar atrás” pode significar coisas diferentes
Há diferença entre abandonar a política de rotatividade e apenas trocar a solução usada para executá-la. Uma cidade pode suspender a cobrança, manter as placas, preparar outro contrato e retomar depois com novos canais ou regras.
Florianópolis, por exemplo, teve diferentes discussões de controle e contratação registradas pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina. Esse histórico mostra que a governança da operação importa tanto quanto a tecnologia.
Como avaliar um caso
Antes de concluir que o sistema fracassou, verifique:
- qual ato suspendeu ou encerrou a operação;
- se a medida era temporária;
- o motivo oficial;
- a situação da sinalização durante a transição;
- se houve substituição por outro modelo.
Para o motorista, vale a regra vigente e a sinalização da rua naquele momento. Notícias antigas não substituem a comunicação atual do município.